Tem 26 anos, estuda Medicina e pratica Roller Derby há 1 ano. Que tal conhecer um pouco mais sobre essa Australiana que tanto tem agregado conhecimento à nossa Liga, em?

CBD: Como você descobriu o Roller Derby?
Maggie: Eu vi um panfleto em uma padaria anunciando um bout. Na época, eu estava morando em uma cidade diferente, então eu procurei a equipe de lá e, de repente, eu estava comprando meus patins e aprendendo sobre Jamming!

CBD: Fale um pouco sobre sua liga.
Maggie: Minha liga é “Devil State Derby League”. Formamos no início deste ano, após algumas diferenças com a minha liga anterior, “Van Diemen Rollers”. Minha primeira equipe foi a “South Island Sirens”. Nossa liga tem cerca de 30~40 meninas em vários níveis, mas todas com o mesmo objetivo em mente – jogar o melhor derby possível e nos divertimos muito fazendo isso! É ótimo conhecer tantas outras mulhers com os mesmos interesses. Derby é uma ótima maneira de fazer um monte de amizades!

CBD: Qual seu derby name e número? Por que?
Maggie: Sou “Hot Cross Bunny”, #12.
Na Austrália, na páscoa, nós comemos hot cross buns, pães doces com uma cruz sobre eles, que você compra em dúzia. Bunny é um nome bonitinho para um coelho e eu gosto de pensar que os coelhos são rápidos e ágeis. Hot de quente, assim como de boa aparência ;). E  cross também significa raiva no Inglês Australiano. Então eu gosto do nome por uma série de razões.
Todos os meus companheiros me chamam de “Bunny” e, as vezes, eu me pergunto se eles sabem meu nome verdadeiro.

Bunny!

CBD: Qual seu melhor momento no Roller Derby? E o pior?
Maggie: Meu melhor momento foi meu primeiro bout, quando eu consegui ser jammer lead e marcar 04 pontos sobre a outra equipe. Que corrida!
O pior momento foi ter que deixar a minha primeira equipe, “South Island Sirens”, porque eu me mudei de cidade. Eu ainda sinto falta deles e muito!

CBD: Por que você veio ao Brasil?
Maggie: Eu estou estudando medicina e é uma exigência fazermos algum tipo específico de aula em nossas férias de verão e podemos escolher qualquer lugar do mundo para ir. Onde mais eu poderia querer ir?

CBD: Você gostou do Brasil? Deseja voltar?
Maggie: EU AMO O BRASIL! Tudo aqui é tão emocionante e louco, a comida é incrível e as pessoas são mais amigáveis do que em qualquer outro lugar. É claro que eu quero voltar e espero que seja em 2014, para a Copa do Mundo.

CBD: O que você achou das garotas da Cranium Basher Dolls?
Maggie: As garotas são ótimas! São rápidas e ansiosas para aprender e muito talentosas.

CBD: Qual sua dica?
Maggie: Não tenha medo de cair, porque você não aprende sem cair. Gaste tanto tempo quanto puder sobre seus patins e quando estiver sobre eles, brinque e os conheça  tão bem quanto for possível.
Conheça seus pontos fortes e fracos, e se algo é assustador ou você é ruim nele, é nele que você deve focar seus treinamentos.

CBD: Pelo o que você viu na Copa do Mundo, qual o grau das Brasileiras em relação as Australianas?
Maggie: Havia uma grande diferença de pontuação entre todas as equipes na copa deste ano. Eu acho que se a Austrália fosse jogar contra o Brasil, nós ganharíamos, mas acho que este ano a copa foi mais sobre ganhar experiência do que ganhar.

CBD: E, finalmente, quando nós vamos para Austrália? rsrs
Maggie: Quando vocês forem para Austrália, não podem deixar de visitar minha cidade natal, Launceston, no sul da Tasmânia. Venham no verão, lá é bonito e quase não chove (diferente do Brasil!). As estradas são perfeitas para patinação ao ar livre! Vou lhes apresentar a todas da minha liga 😀

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